tecnoPARQ promove Desafio tecnoBOT com estudantes de escolas públicas de Viçosa

O tecnoPARQ realizou, nos dias 10 e 17 de setembro, o Desafio tecnoBOT – Cidades Inteligentes, iniciativa que aproxima estudantes da rede pública de Viçosa da robótica, da tecnologia e da cultura da inovação. A atividade reuniu, estudantes organizados em equipes, sendo duas turmas da Escola Estadual Alice Loureiro e uma turma da Escola Estadual Raul de Leoni

 

O desafio foi promovido pelo Laboratório de Prototipagem, em parceria com o Viçosa SMART, ambos do tecnoPARQ. Os estudantes participantes também integram cursos de Robótica realizados pelo tecnoPARQ em parceria com a Prefeitura de Viçosa

A programação foi distribuída em dois encontros, e foi estruturada a partir de uma metodologia de aprendizagem baseada em problemas, trabalho em equipe e etapas de investigação e criação. Ao longo da atividade, os estudantes foram conduzidos desde a identificação e compreensão de um problema até a elaboração e apresentação de uma proposta de solução. 

 

Atividades apresentam conceito de cidades inteligentes

 

O primeiro encontro, realizado em 10 de setembro, começou com apresentação da proposta e a formação das seis equipes, Na sequência, os estudantes participaram de um workshops sobre cidades inteligentes, com o objetivo de compreender como tecnologia, informação, organização e participação das pessoas podem ser utilizadas para enfrentar problemas reais. 

 

 

A atividade abordou situações relacionadas a diferentes áreas, como mobilidade, acessibilidade, resíduos, água, energia, meio ambiente, segurança, saúde, educação e espaços públicos. A proposta foi apresentar a tecnologia como recurso  para responder a necessidades concretas, e não como um fim em si mesma. 

Durante o encontro, os estudantes também foram apresentados a exemplos como alerta de alagamento, iluminação, monitoramento do uso de água, travessias acessíveis e informações sobre o transporte. A partir dessas situações, foram estimulados a refletir sobre os problemas envolvidos, as pessoas afetadas e as informações necessárias para que uma solução pudesse funcionar. 

 

Estudantes escolhem desafios e investigam problemas

 

Após o workshop, cada estudante recebeu um cartão com uma situação-problema. Os desafios abordavam situações que poderiam ocorrer na cidade, nas escolas ou em outros espaços da comunidade. Entre os temas estavam mobilidade, transporte coletivo, descarte de resíduos, desperdício de água e energia, segurança, iluminação, saúde, educação e utilização de espaços públicos. 

 

Os integrantes apresentaram seus cartões aos colegas e discutiram sobre as características de cada situação. Depois, cada equipe comparou os desafios considerando aspectos como a proximidade com a realidade dos estudantes, a possibilidade de pesquisa e o potencial para o desenvolvimento de uma solução tecnológica. Ao final da dinâmica, cada grupo escolheu um único desafio para investigar. 

Com o problema definido, as equipes elaboraram um Mapa do Desafio, organizando informações sobre quem é afetado, onde e quando a situação ocorre, suas consequências e quais questões ainda precisam ser respondidas. Em seguida, essas informações foram organizadas no Canvas do Problema, em que também registrou possíveis causas, conhecimentos prévios e perguntas que orientaram a investigação. 

 

Pesquisa orienta segunda etapa do desafio

 

Entre os dois encontros, os estudantes receberam uma missão de investigação para aprofundar os problemas escolhidos. A atividade propôs que cada integrante contribuísse com algum registro relacionado ao desafio da equipe.

 

Entre as possibilidades estavam buscar dados, notícias ou informações de fontes confiáveis; pesquisar soluções já existentes; observar uma situação próxima de maneira segura; ou conversar com alguém que vivencie ou compreenda o problema.  

 

A investigação foi utilizada no segundo encontro, realizado em 17 setembro, para revisar as ideias formuladas inicialmente. As equipes compartilharam o que haviam descoberto, identificaram informações confirmadas ou que precisavam ser corrigidas e atualizaram o Canvas do Problema. 

 

A etapa permitiu que os estudantes retomassem os desafios a partir das informações levantadas durante a semana, antes de iniciar a criação das soluções. 

Equipes desenvolvem propostas com tecnologia e robótica

 

Com problemas revisados, os estudantes participaram de um atividade sobre empreendedorismo e, posteriormente, iniciaram o Sprint de Ideias, momento dedicado à criação de diferentes possibilidades de solução. 

 

Cada integrante foi incentivado a desenvolver propostas individualmente antes do compartilhamento com a equipe. As ideias poderiam envolver recursos como sensores, botões, alertas, luzes, motores, coleta de dados, automação e microcontroladores, desde que a tecnologia tivesse uma função relacionada ao problema identificado. 

Depois de gerar diferentes possibilidades, cada equipe selecionou três propostas para avaliação. Os critérios utilizados foram impacto, viabilidade, função da tecnologia ou robótica e possibilidade de teste. A partir da discussão, os grupos definiram uma solução principal e uma alternativa. 

 

Na sequência, as equipes criaram nomes para suas startups fictícias e estruturaram as propostas no Canvas da Solução. O documento reúne informações sobre o problema, o público, a solução, seu funcionamento, a tecnologia utilizada, o impacto esperado e o primeiro teste a ser realizado. 

 

Soluções são apresentadas no encerramento do desafio 

 

A programação foi encerrada com a apresentação de propostas desenvolvidas pelas equipes. Cada grupo teve dois minutos para apresentar o nome da startup, os integrantes, o problema escolhido, a solução proposta e a função da tecnologia ou da robótica na iniciativa. 

 

Ao longo dos dois encontros, os estudantes participaram de atividades de formação, investigação e criação, passando pela escolha de situações-problemas, construção dos mapas e Canvas, pesquisas entre os encontros e desenvolvimento das propostas de solução. 

 

O Desafio tecnoBOT proporcionou aos estudantes uma experiência prática de criação, na qual problemas do cotidiano se transformaram em ponto de partida para a pesquisa, a colaboração e o desenvolvimento de ideias. Ao reunir educação, tecnologia e robótica, a iniciativa levou os participantes a olhar para situações próximas de sua realidade e pensar em diferentes formas de transformá-las. 

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