Hackathon ABRASEL transforma desafios de bares e restaurantes em soluções de inovação em Viçosa

Durante três dias, problemas presentes no cotidiano de bares e restaurantes de Viçosa foram transformados em desafios de inovação. Entre os dias 21, 22 e 23 de agosto, o tecnoPARQ recebeu o Hackathon ABRASEL – Alimentação Fora do Lar em Cidades Inteligentes, iniciativas que reuniu estudantes, empreendedores, profissionais, representantes do setor de alimentação, especialistas e mentores em uma maratona de criação voltadas a demandas reais do setor.

Realizado pelo Parque Tecnológico de Viçosa, unidade do Centro de Desenvolvimento Regional de Viçosa, em parceria com o Projeto Viçosa SMART e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), o Hackathon aproximou universidade, mercado, tecnologia e empreendedorismo em torno do objetivo comum: pensar em alternativas aplicáveis aos desafios enfrentados por desenvolvimento de uma cidade mais inteligente.

A programação reuniu mais de 100 inscritos e resultou na formação de 15 equipes, que apresentaram os projetos desenvolvidos durante a maratona no último dia do evento.

 

Diferentes olhares para os mesmos desafios

 

Um dos diferenciais do Hackathon foi a diversidade dos participantes. As equipes foram formadas por pessoas de diferentes áreas de conhecimento, cursos, cidades e nacionalidades, reunindo estudantes de diferentes níveis de ensino, empreendedores, profissionais de tecnologia, designers, gestores, comunicadores e pessoas com experiência no setor de alimentação.

Essa composição também aproximou os participantes da realidade dos estabelecimentos locais. Na abertura do evento, representantes de bares e restaurantes compartilharam dificuldades encontradas no dia a dia da operação, com oscilação de preços, gestão de custos, desperdício, logística e pressão sobre as margens.

O contato direto com essas demandas ajudou a orientar o desenvolvimento das equipes, que passaram a trabalhar não apenas com problemas hipotéticos, mas com soluções presentes na rotina do setor de Viçosa.

 

Da identificação do problema ao desenvolvimento das propostas

 

A partir dos desafios apresentados, às equipes passaram a trabalhar na construção e no aprimoramento de suas ideias. Durante a programação, os participantes tiveram acesso a mentorias e atividades formativas relacionadas a empreendedorismo, modelagem de negócios, dados, dashboards, ferramentas no-code, bots, experiências do cliente, sustentabilidade, prototipagem e apresentação de projetos.

As atividades foram pensadas para acompanhar diferentes etapas do desenvolvimento das propostas, desde a compreensão do problema até a construção dos protótipos e preparação do pitch final.

Entre os temas abordados pelas equipes estiveram gestão de bares e restaurantes, redução do desperdício de alimentos, sustentabilidade, gestão de resíduos, turismo gastronômico, logística , delivery, experiência do cliente, acessibilidade, segurança alimentar, conexão com produtores locais, compras coletivas e utilização de dados. 

A diversidade de temas também se refletiu nos formatos das propostas. Ao longo da maratona, foram desenvolvidas dashboards, ferramentas digitais, bots, landings pages, fluxos de atendimento, mockups, modelo de negócios e outros protótipos.

 

Tecnologias aplicada a problemas do cotidiano

 

Mais do que desenvolver ideias tecnológicas, o Hackathon buscou estimular a construção de soluções que fizessem sentido para quem vive os desafios do setor.

A infraestrutura do tecnoPARQ ofereceu espaço para o trabalho das equipes e, conforme a disponibilidade, suporte do Lab Maker. 4.0 e da equipe organizadora. Os participantes também puderam contar com a orientação de mentores com diferentes experiências nas áreas de tecnologia, dados, negócios e inovação.

O processo foi marcado por momentos de criação, validação e reformulação. As equipes precisaram transformar ideias iniciais em propostas capazes de demonstrar como poderiam funcionar na prática, considerando aspectos como públicos, operação, viabilidade e impacto.

Ao final da jornada, cada grupo apresentou seu projeto para uma banca avaliadora. Entre os critérios considerados estavam a aderência ao desafio, o grau de inovação, a viabilidade técnica e econômica, o potencial de impacto social, ambiental, econômico ou urbano e a qualidade do protótipo e da apresentação.

 

Projetos desenvolvidos pelas equipes

 

As soluções apresentadas partiram de diferentes necessidades identificadas no setor de alimentação fora do lar.

Entre os projetos desenvolvidos estiveram propostas relacionadas à gestão operacional, inteligência e visualização de dados, sustentabilidade, gerenciamento de resíduos, conexão com cooperativas, logísticas, atendimento e experiência do cliente. 

Também se destacou uma proposta voltada às compras coletivas entre restaurantes, pensada como uma alternativa para ampliar o poder de negociação dos estabelecimentos e contribuir para a redução de custos. A ideia chamou atenção justamente pela possibilidade de aplicação direta em uma necessidade recorrente dos negócios do setor.

Outras equipes apostaram no uso de ferramentas digitais para facilitar o atendimento, organizar informações e melhorar a experiência dos consumidores, enquanto algumas propostas buscavam enfrentar questões relacionadas à sustentabilidade e ao aproveitamento de resíduos.

O conjunto dos projetos mostrou diferentes possibilidades de aplicação da tecnologia no setor, sem limitar a inovação à criação de novos aplicativos ou plataformas. As propostas também envolveram processos, modelos de negócios, integração entre atores e novas formas de organizar atividades já existentes.

 

Coopera, Uai!, Kommer e Fluxo conquistam os três primeiros lugares

 

O encerramento do Hackathon ABRASEL foi marcado pelas apresentações finais das 15 equipes e pela premiação das três propostas que mais se destacaram durante a competição. Os projetos foram avaliados a partir de critérios como aderência ao desafio, inovação e criatividade, viabilidade técnica, operacional e econômica, potencial de impacto e qualidade do protótipo e do pitch.

A equipe Coopera, Uai! conquistou o primeiro lugar e recebeu a premiação de R$1.000. A proposta desenvolvida pela equipe foi um plataforma de compras coletivas para bares e restaurantes, reunindo demandas para ampliar o poder de negociação dos estabelecimentos, facilitar os pedidos e possibilitar melhores condições de compra junto aos fornecedores. A solução também prevê ferramentas como acompanhamento do histórico de preços, economia acumulada e alertas de oportunidades de compra.

O segundo lugar ficou com a equipe Kommer, premiada com R$500. A solução propõe um aplicativo que conecta bares e restaurantes aos fornecedores da região, buscando simplificar o processo de compra e reduzir o tempo dedicado pelos estabelecimentos à busca, comparação e realização de pedidos. Para os fornecedores, a plataforma funciona como um canal direto de conexão com potenciais compradores.

A equipe Fluxo conquistou o terceiro lugar e recebeu R$300. A proposta apresentada foi uma plataforma de inteligência operacional para restaurantes, desenvolvida para transformar dados do dia a dia em informações estratégicas para os gestores. A ferramenta reúne dados como tempo por mesa, pedidos realizados, trocas de turno e produtividade dos funcionários, permitindo acompanhar o desempenho das equipes e apoiar decisões relacionadas a treinamentos e contratações.

 

Um ambiente de conexão para Viçosa e região

 

A realização do Hackathon também evidencia o potencial de Viçosa como ambiente de experimentação e desenvolvimento de soluções aplicadas a problemas reais.

Ao colocar estudantes e profissionais em contato direto com demandas do setor produtivos, a iniciativa cria oportunidades para que conhecimentos acadêmicos e experiências profissionais sejam transformados em propostas concretas. Para bares e restaurantes, o processo possibilita apresentar desafios que muitas vezes fazem parte da rotina dos negócios, mas que podem encontrar novas possibilidades de enfrentamento a partir da tecnologia e da inovação.

A iniciativa também reforça a importância da atuação conjunta entre diferentes atores do ecossistema local. Universidades, empresas, empreendedores, entidades representativas e profissionais de diferentes áreas passaram a compartilhar o mesmo espaço e trabalhar em torno de desafios comuns.

O papel do tecnoPARQ na conexão entre o conhecimento e mercado

A realização do Hackathon no tecnoPARQ reforça a atuação do Parque Tecnológico como espaço de aproximação entre universidade, empresas, empreendedores e sociedade.

Ao disponibilizar infraestrutura, promover conexões e reunir diferentes competências em um mesmo ambiente, o tecnoPARQ contribui para transformar demandas do mercado e da sociedade em oportunidades de desenvolvimento de novas ideias e tecnologias.

A iniciativa também dialoga com a proposta de fortalecimento de um ecossistema de inovação capaz de conectar conhecimento, empreendedorismo e desenvolvimento regional.

 

Uma jornada que termina, mas deixa conexões

Depois de três dias de atividades, mentorias, prototipagem e apresentações, o Hackathon ABRASEL chegou ao fim deixando mais que projetos desenvolvidos durante a competição.

A experiência aproximou pessoas com diferentes conhecimentos, colocou empreendedores diante de novas possibilidades para seus negócios e permitiu que desafios concretos do setor de alimentação fora do lar fossem discutidos por novos olhares.

As soluções aproximaram  pessoas com diferentes conhecimentos, colocou empreendedores diante de novas possibilidades para seus negócios e permitiu que desafios concretos do setor de alimentação fora do lar fossem discutidos por novos olhares.

As soluções apresentadas mostram que problemas relacionados à gestão, sustentabilidade, logística, atendimento e experiência do cliente podem ser pontos de partida para iniciativa de inovação quando existe um ambiente capaz de aproximar quem enfrenta o problema de quem pode ajudar a solucioná-lo.

Para o tecnoPARQ, Viçosa SMART e ABRASEL, o Hackathon representa mais uma iniciativa de articulação entre diferentes setores em torno de inovação. Para os participantes, fica a experiência de transformar uma ideia em proposta, testar possibilidades e construir, de forma colaborativa, soluções conectadas à realidade de Viçosa e do setor de alimentação fora do lar.

 

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