Nos dias 29 e 30 de julho, as colaboradoras do tecnoPARQ Jucélia Maria Lopes Maia Roberto e Mônica Santana Moreira representaram o Parque Tecnológico de Viçosa no Fórum Brasileiro de Deep Techs 2026, realizado em Belo Horizonte. Durante os dois dias de programação, a equipe acompanhou debates estratégicos sobre o fortalecimento das empresas de base científica, políticas públicas para inovação, financiamento, transferência de tecnologia e empreendedorismo científico. O evento reuniu pesquisadores, empreendedores, investidores, representantes do setor produtivo e gestores públicos para debater caminhos que aproximam ciência, mercado e políticas públicas.
Promovido pela Wylinka, com correalização do BH-TEC, o Fórum teve como tema “Ciência, dados e crescimento: inovação em alta velocidade” e integrou uma iniciativa nacional que percorrerá diferentes regiões do país para consolidar propostas voltadas ao fortalecimento do ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação.
Durante os dois dias de programação, a equipe do tecnoPARQ participou de painéis e discussões sobre temas estratégicos para o desenvolvimento das deep techs, como mecanismos de financiamento, transferência de tecnologia, empreendedorismo científico, propriedade intelectual, ambiente regulatório e instrumentos para acelerar a transformação do conhecimento produzido nas universidades em soluções de alto impacto para a sociedade.
Um dos destaques da programação foi o Petit Comité, encontro que reuniu lideranças do ecossistema de inovação para construir, de forma colaborativa, propostas voltadas ao fortalecimento das deep techs no Brasil. Utilizando a metodologia Deep Tech Policy Lab, desenvolvida pela Wylinka, representantes do governo, universidades, instituições de ciência e tecnologia (ICTs), ambientes de inovação, startups, investidores e organizações de apoio trabalharam conjuntamente na identificação dos principais desafios do ecossistema e na elaboração de recomendações que subsidiarão políticas públicas e iniciativas estratégicas para o setor.
Entre as propostas elaboradas pelos grupos de trabalho estiveram a integração dos diferentes instrumentos de fomento, a criação de mecanismos de fast track para facilitar o acesso ao capital público, a implementação de editais de fomento contínuos e alinhados aos diferentes estágios de desenvolvimento das deep techs, além da harmonização de editais, regulamentos, produtos financeiros, termos de referência e demais instrumentos de apoio. As discussões também apontaram a necessidade de simplificar processos, fortalecer a articulação entre os atores do ecossistema de inovação de Minas Gerais e desenvolver estratégias conjuntas entre instituições de apoio.
Durante o Petit Comité, Jucélia Maria Lopes Maia Roberto, coordenadora do tecnoPARQ e diretora da Rede Mineira de Inovação (RMI), destacou que, além da ampliação dos recursos destinados às deep techs para apoiar sua evolução nos diferentes Níveis de Maturidade Tecnológica (Technology Readiness Levels – TRLs), é fundamental fortalecer os ambientes responsáveis pela criação dessas empresas. Segundo ela, as incubadoras exercem papel estratégico na transformação do conhecimento científico em novos negócios de base tecnológica e, por isso, precisam voltar a ser contempladas por políticas públicas específicas.
Jucélia ressaltou ainda que o Brasil não conta com investimentos federais voltados exclusivamente ao fortalecimento das incubadoras desde 2013 e que, em Minas Gerais, também não há investimentos estaduais específicos para esses ambientes desde 2021. Para a diretora da RMI, retomar esse apoio é essencial para ampliar a geração de empresas de base tecnológica, fortalecendo toda a cadeia de inovação, desde o surgimento das startups até sua consolidação como deep techs.
As contribuições produzidas durante o Petit Comité em Belo Horizonte serão consolidadas juntamente com os resultados das demais edições regionais e apresentadas no Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Deep Techs 2026, em São Paulo, contribuindo para a formulação de políticas públicas e estratégias nacionais voltadas ao fortalecimento da inovação de base científica no país.
A participação no Fórum também possibilitou à equipe do tecnoPARQ ampliar o relacionamento com atores estratégicos do ecossistema nacional de inovação, conhecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento de empresas de base científica e acompanhar experiências que poderão contribuir para o aprimoramento das ações desenvolvidas pelo Parque Tecnológico de Viçosa.
Ao participar das discussões e da construção de propostas para políticas públicas, o tecnoPARQ reforça seu compromisso com o fortalecimento da inovação baseada em ciência, da integração entre universidade, empresas e governo e da criação de um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento de tecnologias de alto impacto para o país.